CITY AMÉRICA

Entrada pela av. do Anastácio 377 e 1.800

  

No começo do século XX, São Paulo firmava-se como o centro econômico mais importante do Brasil, com a cultura cafeeira ainda em seus bons tempos, o que duraria até 1929. A Avenida Paulista, inaugurada em 1891*, abrigava os belos casarões construídos pelos barões do café, mas para o restante da população, inclusive os milhares de imigrantes que se instalavam por aqui e a emergente burguesia urbana que crescia incentivada pelo apogeu do ciclo do café e a incipiente indústria, a cidade era carente de infra-estrutura. Faltavam casas, ruas pavimentadas, luz, água e instalações sanitárias. Tal situação contrastava com a cidade que já lançava as bases do que seria o maior pólo industrial da América do Sul. Esse cenário de possibilidades encantou o francês Joseph Bouvard, contratado pela Prefeitura Municipal de São Paulo para projetar e construir a Avenida São João. Disposto a não perder as oportunidades que vislumbrava para a cidade, o arquiteto voltou à Europa e reuniu investidores franceses, ingleses e brasileiros. Juntos criaram, em 1911, uma empresa de urbanização com sede em Londres. No ano seguinte, 1912, a empresa instalava-se definitivamente na capital paulista com o nome de City of São Paulo Improvements and Freehold Land Company Ltda.

 

A "Cia. City" , como a empresa ficou conhecida, iniciou suas operações comprando milhares de metros quadrados de terras que hoje estão entre os melhores bairros da cidade, tais como Jardim América, Pacaembu, Alto de Pinheiros e Alto da Lapa. A visão de futuro da empresa não se revelou apenas na escolha dos terrenos. Desde o início, sua atividade comercial foi associada ao desenvolvimento urbano de São Paulo. Nas áreas que urbanizava, a Cia. City implantava todas as benfeitorias indispensáveis à qualidade de vida do morador: pavimentação das ruas, arborização das áreas comuns, implantação de sistema de água e esgoto, gás encanado, bem como fartos espaços públicos, praças e parques para promover a convivência entre os moradores. Assim a Cia City abraçava responsabilidades muito além de seus projetos privados.  Além dessas ações, como parte de sua estratégia de urbanização, a empresa promovia junto ao poder público o fornecimento de serviços complementares essenciais: iluminação e transporte.  Quem não ouviu falar na "Light" dos velhos tempos e dos bondes circulando pela elegante Rua Colômbia?

 

Com isto, a empresa estabeleceu critérios urbanísticos que influenciaram não só a ocupação de seus terrenos como também os padrões que no futuro vieram reger as Leis de Zoneamento Urbano. Além disso, a Cia. City contratou os arquitetos ingleses Barry Parker e Raymond Unwin. O objetivo era construir em São Paulo o Jardim América, primeiro bairro a seguir os moldes da cidade-jardim, conceito urbanístico que se opunha à cidade caótica e desregrada e que começava a ser implementado na Inglaterra. À frente dos padrões mundiais da época, a cidade-jardim organizava o espaço urbano em sub-centros, harmonizando os diversos usos, trabalhando de maneira suave a transição entre o urbano e o rural. Desta forma, a cidade-jardim rompia com os modelos propostos durante as revoluções industriais, caracterizados por um único centro ao redor do qual iam se agregando bairros periféricos, com traçados de ruas estanques e sujeitos a todo tipo de descaracterização, principalmente as advindas do adensamento populacional.

 

O novo conceito determinava, basicamente, que cada bairro deveria ter seu próprio centro comercial, áreas de lazer e convivência social e edificações construídas de acordo com certos padrões, respeitando as características ambientais e sociais do lugar. Em São Paulo, a cidade-jardim foi um sucesso. Depois do Jardim América, foram lançados muitos outros bairros no mesmo estilo, tais como Pacaembu,  Jardim Guedala e Alto de Pinheiros, levando o desenvolvimento urbano para diversas áreas da cidade. (www.ciacity.com.br) 


  PISTA DE CAMINHADA 

A criação de uma calçada entre a avenida do Anastácio e o condomínio virou uma pista de caminhada. 


QUEDA DE ÁRVORES (OUT/2009)

Uma tempestade com ventos fortíssimos derrubou árvores dentro do City América.


 QUEDA DE ÁRVORES (MAR/2019)

Uma tempestade derrubou árvores na região, principalmente dentro do City América


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