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O 2º Grupamento de Bombeiros - posto Pirituba foi criado em 1983 e atendia a região de Jaraguá e Perus também, pois naquele tempo não havia nenhum posto da corporação naqueles bairros. Anos depois foram construídos grupamentos nestes bairros (Jaraguá em 2002 e Perus em 2004), mas o de Pirituba é diferenciado por ser maior e ter mais viaturas, incluindo uma ambulância do SAMU em parceria com o município. O acionamento da população para atendimento médico ou socorro de qualquer natureza é feito através do 192 (SAMU) ou 193 (Resgate Bombeiros) e a central que atende vai verificar qual a necessidade do evento, a região e a disponibilidade de viatura e pessoal de acordo com o necessário. Normalmente para casos mais graves e que requerem atendimento de urgência no local, o ideal é o envio de uma unidade avançada do resgate, mas quando isto não é possível, o resgate convencional e a ambulância do SAMU tem equipamentos e profissionais semelhantes e podem atender com grande qualidade. Na verdade esta parceria município e estado é maior, pois a instituição Bombeiros é uma unidade específica da Polícia Militar, que pertence ao Estado, mas o prédio do 2º Grupamento Pirituba é do município. Desta forma, dependendo da solicitação de serviços ou material que seja necessário para as operações diárias, elas serão feitas formalmente a um ou outro órgão.

 

Todo posto dos Bombeiros precisa ter uma viatura de incêndio (autobomba) e uma de resgate, com três pessoas para cada uma e nos últimos anos o número do efetivo do 2º Grupamento diminuiu, pois foram abertos novos postos em outras regiões e ao invés de se contratar mais profissionais, houve um remanejamento de pessoal. Lembrando que para ser um Bombeiro é necessário prestar concurso público que é organizado pela Polícia Militar e tem duas etapas: o básico para formação de soldado, que é igual para todos os inscritos e, depois, de acordo com a necessidade da corporação naquele determinado momento, vem a parte específica onde vagas são abertas em diversas áreas: bombeiros, policiais militares de patrulhamento, policiais militares rodoviários, etc. Caso o número de inscritos seja maior que o de vagas disponíveis nesta parte específica, há possibilidade de se pedir transferência futuramente. Quanto às “promoções” há como ser efetivado em um cargo superior através de concursos internos ou por tempo de serviço.  



 

    NEM SÓ DE APAGAR FOGO VIVEM OS BOMBEIROS

 

A imagem dos bombeiros em geral é associada a incêndios e este paradigma não foge à regra no Posto Pirituba, que é ainda o evento mais acionado aqui. Há muitos casos de máquinas de lavar roupas que ficaram ligadas em casa enquanto os donos iam trabalhar ou saiam e geravam fogo por calor excessivo. Depois de apagar incêndios em residências e empresas, vêm as solicitações de salvamento em atropelamentos, pessoas que caem de lugares altos, pássaros presos em linhas de pipas, enchentes após tempestades, além de conter queimadas em terrenos baldios e nas marginais da rodovia dos bandeirantes, e até mesmo poda de árvores que caem sobre casas e carros após tempestades. Questionado sobre as ocorrências com balões, o sargento Cândido informou que não há grande número de casos, e quando acontecem são causados por balões pequenos e médios, pois aqueles enormes, amados pela beleza e odiados pelo risco ao qual são erroneamente taxados, quase sempre caem apagados. Ainda neste assunto, há um projeto novo em parceria da prefeitura, Bombeiros, Eletropaulo e Sabesp que visa orientar os moradores de assentamentos precários sobre os primeiros passos no combate ao incêndio, conscientizar dos perigos e riscos das ligações clandestinas (gatos) e construções com materiais altamente inflamáveis. A Eletropaulo fica responsável de regularizar a fiação, a Sabesp de instalar hidrantes, a prefeitura vai formar uma espécie de “brigada de incêndio” com equipe de voluntários e os Bombeiros prestarão uma acessória geral para a implantação de todos serviços. 


E quando não há ocorrências, o que ficam fazendo os Bombeiros? Conferência de material, atividades físicas duas vezes ao dia – manhã e tarde, check-up de viaturas em trânsito, aulas teóricas sobre fundamentos, leitura de ordem de serviços, treinamento tático de salvamentos específicos (terrestre, altura, na água, etc). A partir das 22 h é hora do silêncio e todos podem relaxar, mas ao toque de um dos vários tipos de alarme, o pessoal terá 30 segundos (dia) ou 45 segundos (noite) para sair do quartel prontos para o atendimento. Embora todos afirmem gostar do trabalho que fazem e sejam eles que tenham escolhido, de certa forma, esta profissão, é inegável o desgaste por não poderem dormir tranquilamente no quartel à espera de um chamado ou pelo barulho de outra equipe saindo em atendimento, e quando em casa, terem que dormir de tarde ou outros horários que não de noite como a maioria das pessoas está acostumada, devido aos turnos a serem seguidos. Por falar em turnos, em todo o estado existem três grupos: amarelo, verde a azul, sinalizado por uma bandeira na frente do quartel. Cada cor representa uma equipe que fica 24h no grupamento de prontidão, alternando com as demais sucessivamente seguindo uma tabela feita para o ano todo. A equipe que trabalha hoje folga dois dias e volta depois.  


O segundo Grupamento de Bombeiros teve sua origem da antiga Estação Oeste, localizada na Alameda Barão de Piracicaba, 126, Campos Elíseos, em prédio do Estado, inaugurado pela Lei de Fixação n° 17 de 14/11/1891, desde o início de suas atividades operacionais recebeu outras denominações: Estação Oeste de Bombeiros, 2° Grupamento de Incêndio e atualmente como Segundo Grupamento., mas ainda no mesmo local.  Atualmente possui 509 bombeiros*, homens e mulheres que guarnecem dia e noite os postos identificados nas fotos acima, contabilizando a média de 29.000 ocorrências* atendidas por ano. (* Números de 2012)

 

Evento na unidade Campos Elíseos (18/11/2011)


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