CAISM PHILLIPPE PINEL (Hospital Psiquiátrico Pinel)

Av. Raimundo Pereira de Magalhães, 5214 - Em frente ao terminal Pirituba

Telefone: (11) 3993-8200 / 3993-8281

 

Construído na antiga Fazenda Anastácio, o CAISM “Philippe Pinel” completou no ano de 2013, 84 anos de existência e de atividades assistenciais à saúde mental junto à população. Ao longo desses anos o hospital passou por diversas transformações. Fundado no século passado, no ano de 1929 pelo Dr. Pacheco e Silva e outros, era chamado de Sanatório Pinel de caráter privado com objetivo de atender famílias com alto poder aquisitivo. Em 29/08/1944 o Governo do Estado de São Paulo adquiriu o acervo social do Sanatório Pinel que passou a se chamar Hospital Psiquiátrico Pinel. Atendia pacientes de todas as camadas sociais, principalmente os de baixa renda, tornando-se então, uma instituição de pacientes crônicos voltados ao sexo feminino.

 

Nesta mesma época já existia a Chácara Paraíso que era uma extensão do Hospital Psiquiátrico Pinel, localizada na Vila Clarice a minutos do hospital. O Pinel era formado por 06 pavilhões femininos, já a Chácara Paraíso continha 03 pavilhões, sendo 02 femininos e 01 masculino, além de promover atividades ligadas a pesca e pecuária desenvolvida pelos próprios pacientes internos. No ano de 1976 a Chácara Paraíso teve encerradas as suas atividades na área da saúde, passando o espaço físico para outra esfera da administração pública. Somente em meados de 1984 o Hospital Psiquiátrico Pinel passou a atender pacientes do sexo masculino, tornando-se assim, um hospital misto.

 

Em 1998 iniciou-se um estudo por parte da Secretaria da Administração para implementação de um novo modelo organizacional, modificando o organograma atual, para que se tornasse um complexo hospitalar. Em 16 de maio de 2008, com o decreto 53.004, o novo organograma hospitalar recebeu a aprovação do governo do Estado de São Paulo e o hospital tornou-se um Centro de Atenção Integrada em Saúde Mental (CAISM). 

 

Atualmente, o CAISM Philippe Pinel é um hospital de administração direta da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, que tem como Missão: “garantir atenção integral, humanizada e qualificada à pessoa com transtorno mental severo e promover sua inclusão social de acordo com a evolução da Política Nacional de Saúde Mental, os princípios da Reforma Psiquiátrica e do SUS”, Visão: “Ser Referência Nacional em Saúde Mental, como agente transformador e formador, integrando com qualidade e excelência, ações, serviços e sociedade” e Valores: Compromisso, Conhecimento, Ética, Inovação, Qualidade, Respeito, Responsabilidade Social, Segurança, Sustentabilidade, Transparência.

 

 

FOTOS

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BIBLIOTECA 

Quando foi inaugurado, o Pinel era uma instituição particular que só abrigava mulheres, paradigma que permanece até hoje para muitas pessoas, e este prédio era um cassino usado quase exclusivamente pelos maridos das pacientes. Depois que passou a ser do Estado, o hospital foi sendo atualizado assim como seu conteúdo, preservando sua arquitetura e adaptando o espaço às suas reais necessidades. A entrada desta construção tem uma pequena sala com um “roupeiro”, mesa de centro, banco, piano e cadeiras da época, iluminados por uma porta com vitrais coloridos e um lustre pequeno. Além da arquitetura preserva, alguns objetos antigos fazem parte da decoração do local, como medidores para fazer remédios, uma máquina de escrever e uma máquina de costura, quadros com os projetos do prédio, um visor para exames de raios-x e um relógio com cartão de ponto acionado por manivela, entre outros. 

ANFITEATRO 

O salão que abriga o anfiteatro tem capacidade para 100 pessoas sentadas, telão, projetor e som. À esquerda fica a biblioteca, que além de mesas e cadeiras originais, mantém alguns objetos da época que são verdadeiras peças de museu. Por exemplo, uma máquina de escrever, relógio de ponto por manivela, máquina de costura usada na antiga rouparia, medidores para preparo de medicamentos, equipamento para visualização de Raios-X e quadros com as plantas originais do hospital. Relíquias, partes da história de Pirituba e da cidade de São Paulo.

 

LANCHONETE  E APARELHOS DE GINÁSTICA

A lanchonete foi inaugurada em julho de 2012 como opção para funcionários e visitantes terem à disposição uma refeição rápida, preparada pelos próprios internos, a quem este trabalho serve de ocupação e tarepia. Ao lado foram instalados aparelhos de ginástica ao ar livre para uso dos pacientes. 

CAPELA

Reinaugurada em 07 de outubro de 2011, após uma restauração que manteve suas características originais. Participaram funcionários e pacientes do CAISM que lotaram o pequeno espaço construído originalmente para receber 50 pessoas. Localizada às margens da avenida Raimundo Pereira de Magalhães, mas não visível a quem passa por esta via por estar em meio a imensa vegetação, a capela traz tranqüilidade em meio a um visual relaxante.  

 

SERVIÇOS

 

O tratamento conta com equipes multiprofissionais que realizam o atendimento e trazem bons resultados terapêuticos para seus usuários e familiares, uma vez que o projeto terapêutico é individualizado. Os usuários possuem assistência psiquiátrica, psicológica, de serviço social e terapia ocupacional, odontológico, fisioterápico, fonoaudiológico, farmacêutico, clínica médica e de enfermagem, além de atividades sócio-culturais.

 

Os Núcleos de internação são específicos para portadores de transtorno mental em crise aguda e a internação caracterizada por curta permanência (média de 15 dias). Todo paciente em crise deve ser avaliado no Pronto Socorro mais próximo de sua Residência e somente o médico plantonista do Pronto Socorro pode pedirá a internação através do PCM (Plantão Controlador Metropolitano) e Central Vagas de Psiquiatria. O contato do CAISM com a rede de serviços regionalizados em saúde mental é permanente, com encaminhamento implicado de seus usuários pós-alta.  

 

O Centro de Referência do Espectro Austista (CREAPP) está localizado dentro do CAISM Philippe Pinel e oferece tratamento ambulatorial à população autista e o Núcleo de Oficinas Terapêuticas e de Produção (NOTP) oferece capacitação e oportunidade de geração de renda às pessoas com transtornos mentais e é aberto à comunidade.  

 

O CAISM Philippe Pinel oferece campo de estágio e possui os Programas: Reciclagem, Voluntariado, Ouvidoria, Conte Comigo, Jovens Acolhedores, Humanização, Ambiência, bem como diversas Comissões que acompanham e garantem o constante aprimoramento na qualidade dos serviços oferecidos, além de contar com a atuação da Associação Philippe Pinel, ONG atuante desde 1994, formada por usuários, trabalhadores e comunidade em prol de pessoas com transtornos mentais.

 

Fonte: Manual Institucional CAISM Philippe Pinel

 

 

PROCEDIMENTOS PARA INTERNAÇÃO

É necessário que o paciente passe por um Pronto Socorro, que vai verificar o caso e se for necessária a internação, entrará em contato com a Central Reguladora de Vagas. Havendo vaga no Pinel, o paciente vem para uma internação breve, e o seguimento do tratamento acontece no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) próximo à residência dele.

 

 

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CARNAVAL 2014 - BLOCO PÉ PRA FORA 

 

Como diz a letra da música, escrita por um funcionário da unidade, o bloco carnavalesco busca a integração entre pacientes e a comunidade. “O objetivo é desmistificar o deficiente mental e acabar com preconceitos".  O desfile saí pelo portão principal e segue sentido shopping Pirituba, entrado no portão 3 na descida da Rua Guerino G. Leardini, indo até a quadra do Pinel. Assista a um resumo do desfile no video abaixo e veja algumas fotos.

 


QUEM FOI PHILIPPE PINEL (1745 – 1826)

 

Influenciados pelas idéias do Iluminismo e da Revolução Francesa, Philippe Pinel (1745-1826) foi pioneiro no tratamento de doentes mentais e um dos precursores da psiquiatria moderna. Formado em medicina pela Universidade de Tolouse (França), dirigiu os hospitais de Bicêtre e Salpêtrière. Na sua Biografia consta que se interessou por essa área depois que um amigo tomado de loucura, fugiu para uma floresta, tendo sido devorado por lobos. Da observação dos seus próprios pacientes, em 1801, publicou seu Tratado Medico-Filosófico sobre a Alienação Mental, em que defende a doença mental como resultado de uma exposição excessiva a situações de estresse e, também, a danos hereditários capazes de provocar alterações patológicas no cérebro. Com base nisso, Pinel baniu tratamentos antigos, tais como sangrias, vômitos induzidos, purgações e ventosas, substituindo-as por tratamento digno e respeitoso, que inclui terapias ocupacionais. Dentro dessa linha, foi um dos primeiros a libertar os pacientes dos manicômios e das correntes, propiciando-lhes liberdade de momentos por si só terapêutica. Consideradas avançadas para a época, as teorias de Pinel nem sempre foram aceitas integralmente. Mesmo depois da publicação de seus estudos, era comum encontrar instituições que tratavam os loucos como criminosos ou endemoniados. E que não dispensavam os tratamentos físicos. Nestes tratamentos buscava-se dar um “choque” no paciente, fazer com que passasse por uma sensação intensa, que o tirasse de seu estado de alienação. Eram freqüentes, além das práticas descritas, os isolamentos em quartos escuros, banhos de água fria, uso de aparelhos que faziam com que o paciente rodopiasse em macas ou durante horas até que perdesse a consciência. Pinel assim foi pioneiro em separar pacientes dos criminosos e colocá-los sob cuidados médicos.

 

(FONTE: D.O.E 11/01/2003)

 

 

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