Marquesa imperial brasileira nascida em São Paulo, a mais famosa amante de D. Pedro I, à qual concedeu os títulos nobiliárquicos de viscondessa e, depois, de marquesa de Santos. Filha de um coronel reformado, João de Castro Canto e Melo, primeiro visconde de Castro, e de Dona Escolástica Bonifácio de Toledo Ribas, casou-se (1813) com o alferes Felício Pinto Coelho de Mendonça (1789-1833). Mudou-se para Vila Rica, onde nasceram seus dois primeiros filhos, Francisca e Felício. Deixou o marido e voltou para a casa dos pais, depois que violento alferes esfaqueou-a (1815), apesar de estar grávida de seu 3º filho. Deu a luz a uma criança batizada com o nome de João e que faleceu poucos meses depois. O casamento foi anulado por interferência real (1819). Pouco antes da proclamação da independência, numa viagem a São Paulo, o príncipe regente conheceu-a e a levou-a para a corte, onde ela viveria por sete anos (1822-1829) junto ao paço de São Cristóvão, num palacete que imperador lhe deu de presente, adaptado e decorado pelo artista Francisco Pedro do Amaral.


Recebeu o título de viscondessa de Santos (1825) e marquesa (1826). Dessa ligação nasceram cinco filhos, dos quais só duas filhas chegaram à idade adulta. Isabel Maria Alcântara Brasileira, nascida no Rio de Janeiro RJ, em 23 de maio (1824), que recebeu o título de duquesa de Goiás, a preferida de D. Pedro, que recomendou-a em testamento aos cuidados da imperatriz Maria Amélia. Essa filha teve educação esmerada em colégios em Paris e Munique, casou-se (1843) com Ernesto Fichler, conde de Treuberg, e deixou numerosa descendência. Maria Isabel II de Alcântara Brasileira (1830-1896) só teve o reconhecimento da paternidade às vésperas de sua morte do Imperador. O relacionamento foi rompido (1829) mas com um grande patrimônio, ela voltou para São Paulo e passou a viver maritalmente com Rafael Tobias de Aguiar, um dos homens mais ricos da região e destacado político liberal, com quem teve seis filhos e posteriormente se casou (1842). Viúva (1857) e muito rica, dedicou-se na velhice a obras de beneficência. Faleceu vítima de enterocolite e foi sepultada no Cemitério da Consolação, cujas terras tinham sido doadas por ela. (biografias.netsaber.com.br) 

  

SOLAR DA MARQUESA

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