Avenida Marques de São Vicente, 1.767 Barra Funda

Atualmente é a Eazy

 

"Eu comecei a ir em 1986, quando tinha 15 anos e trabalhava na Mafersa (Hoje Alston) e estudava no Campos Salles da Doze de Outubro. Tudo era novidade, e os office-boys e meninas da minha idade que trabalham juntos comigo também iam aos sábados, o que ajudou muito a tornar aquele o nosso compromisso de final de semana. A Broadway até 1990, período em que frequentei assiduamente, tinha três ambientes: o salão principal, que tinha uma porta que abria e dava direto para a avenida Marquês de São Vicente, uma parte em cima de um terço do salão com bar e que tocava Rock, com escada externa para o terceiro ambiente, o "cirquinho", um espaço aberto com o centro coberto por uma lona que parecia um circo e com uma espécie de arquibancada dentro dele, mas muito pequeno. Ali se tocava de tudo, e era meu lugar preferido. Bebidas com misturadores da Broadway (tenho vários até hoje junto com a carteirinha) e sem restrições, até porque não precisava. O pessoal queria curtir muito, dançando, falando, conhecendo gente nova e ficando sem a troca e facilidade de hoje, então, ficar bêbado não era nada bom.

 

Quase tudo era motivo de diversão e aproveitávamos muito. Nos dois primeiro anos (1986/87), tínhamos que ir de ônibus, pois não tínhamos carro e éramos basicamente da mesma idade, mas aí enfrentávamos uma situação que hoje é arriscada: os bailes de sábado eram das 22 h do sábado até às 4 h do domingo. Quando acabava a festa, as duas grandes portas do salão principal se abriam ao som de George Benson - On Broadway - e todos saíam ao mesmo tempo para a rua. Ainda com o clima da noite, bastante gente ficava ali conversando um tempo, principalmente ois que tinham carro e iam embora tranquilo, muitas vagas na avenida e nos estacionamentos das empresas ao redor, tudo muito perto. Mas, para quem ia de ônibus, como eu e minha turma, tínhamos que atravessar o viaduto Pompéia até a Francisco Matarazzo, numa escuridão só, algumas vezes parávamos no McDonalds (aquele que o Shopping Bourbon não conseguiu tirar e sobrevive até hoje) e seguíamos até onde hoje é a Uninove Barra Funda. Isso porque o primeiro ônibus que nos servia era o Jd Líbano que só passava depois das 5 h e era melhor andar do que ficar parado. Nessa época, o Palmeiras tinha muitos shows de som black com a Cascatas, Zimbábue, Chic Show e outras que sobrevivem até hoje, um som que curto demais a alguns anos, mas naquela época era só Flash House. Uma noite tinha o show do James Brown e diversas vezes cruzávamos com o pessoal destes shows, mas nunca - nunca tivemos nem vimos uma briga. Pode ser sorte, mas com certeza, era um outro tempo.

 

De 1988 a 1990, já com carro e mais conforto, começamos a ir mais tranquilos, em vez de ir embora para casa íamos para outros lugares com as garotas que conhecíamos e ficávamos por vários sábados seguidos, não éramos muito de ficar somando, se alguém era legal, valia a pena ficar com ela e curtir. Voltando à Broadway, o som das pistas era o Flash House que dominava, com Snap, Technotronic, Company B, mas alguns Rocks e batidas faziam parte. De 1992 em diante ela passou por mudanças, mas eu já não frequentava mais, comecei a trabalhar no West Plaza e as festas eram mais longe. Mas ficou muita saudade deste tempo, vários amigos de balada ainda tenho contato e nossas noites sempre vira assunto. Felizmente a Internet nos permite não só postar fotos e trocar idéias com gente desta época, como também ter todas as músicas daquele e de outros tempos para ouvir quando quiser."

 

Alexandre Pimenta, fundador do Piritubanet

 






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Comments: 1
  • #1

    Viviane (Tuesday, 05 December 2017 17:49)

    Eu frequentava a Broadway, adorava era muito feliz, dançava muito, nossa que saudades curti demais, e tbm depois tinha um Caipirasso que eu ia tbm...


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